quarta-feira, 31 de março de 2010

Logo eu...

"Sei, eu sei que vejo mais do que eu deveria
Mas é que eu sou mesmo assim
Sinto, eu sinto tanto a sua falta todo dia
Volta e traz você pra mim
Quem mandou você passar pelo meu caminho?"
(Tudo certo - Luiza Possi)

Foi então que ele me perguntou o que acontece quando se quer tanto uma coisa, e o tempo passa e você continua querendo cada vez mais e está prestes a conseguir... Eu achei tão fofo que nem acreditei que ele estava mesmo falando de mim. Sei lá, é que de repente parece que estamos dando uma rasteira no mundo inteiro, encontrando exatamente quem queriamos no momento ideal. É tudo tão certo que parece errado.
Não dá pra acreditar ser eu aqui vivendo isso. Não posso de verdade querer falar com ele a todo momento, lembrar de cada movimento e palavra, querer ficar junto com uma ansiedade monstruosa, ficar respirando fundo varias vezes durante uma conversa... não posso de verdade estar sentindo todas estas coisas e ainda assim continuar vivendo como se não fosse imensa. Sim, porque meu sentimento me deixa cada dia maior, é como se não coubesse todos estes vocês na minha eu antiga, então me duplico, me multiplico, quero ser todas cada vez mais pra você.
Dizem que gostar de alguém nos torna patéticos. Se isso é ser patético quero mesmo é morar num circo. Não tenho medo de sorrir aquele sorriso que aperta o coração. Se este riso geralmente causa lágrimas pela montanha russa que é o sentimento, tudo bem. Prefiro cair do brinquedo do que deixar de brincar, minhas cicatrizes são a prova disso.
Não tenho medo nenhum e nem segredo nenhum. Sou esta inteira desnudada em sua frente como um caderno em branco esperando que você se divirta pintando.
Logo eu que até mesmo jurei que nunca ia ficar tão vulnerável a alguem, me vejo sorrindo enquanto sou arrastada pelo teu sorriso.
Logo eu que nunca quis ter a responsabilidade de ser dona do carinho de ninguém, que preferia afastar as pessoas pra não ser cobrada de falso amor, ando aqui fazendo promessas e segurando bem forte a cama elástica pra você poder pular bem alto.
Logo eu que achava que voar era um modo de se livrar dos sentimentos, ando voando por ai com asas feitas de você.
Logo eu que um dia te conheci desacreditada, hoje acredito! E quero... quero cada vez mais...


"Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer


Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"


(Apenas mais uma de amor - Lulu Santos)

domingo, 28 de março de 2010

Surpreendida... surpreendendo!


Ontem eu voei e ele caiu, e por incrível que pareça, nem fui eu quem empurrei.
É claro que minhas tantas promessas de amor encheriam um livro com toda aquela novela mexicana, é claro que eu sempre seria tua, independente de qualquer coisa, e é claro que você sabia de tudo isso e nem desconfiava do contrário.
Acontece que eu, como toda boa sonhadora, acredito de verdade e sinto de verdade. Sinto os extremos e vou até o finalzinho de todo sentimento (não o final onde todo mundo chega, mas aquele que a pessoa cavoca os corações de pedra com uma britadeira de altruismo e arranca até dali o que não se tem, pra poder dormir em paz).
Sendo assim, meu sentimento por você foi cavocado, ampliado, sentido de tal forma, de maneira tão gigante e apaixonada, que acabou e você nem viu.
Você não percebeu o fim do meu amor pois estava ali vivendo sua vida, como se eu nem existisse. E o tempo que eu pensei que foi há um ano, que você me contou que foi há três e que, na verdade, foram cinco passou com tal velocidade e preenchido com tanta coisa que não era você que eu te esqueci pra sempre.
Aposto que você pensava que minha perna tremeria e que meu abraço ia ter algum indício de sentimento. E ficou alí me elogiando, e dizendo das saudades e sorrindo de todas as formas possíveis pra me encantar de qualquer forma. Pra que mesmo? Pra ter tudo aquilo que você nunca quis de volta?
Sinceramente, por dentro, eu ri, não por estar encantada e nem por prestar atenção nas miudezas que você falava, eu ri porque estava ali tentando entender onde aquela eu tinha se escondido, eu ri porque na verdade nem sabia se tinha sido eu mesma quem sentiu tudo aquilo, eu ri porque via toda aquela situação de cima, como se observasse uma cena de novela.
Nesta novela, na minha novela, você foi apenas aqueles personagens coadjuvantes que morrem no primeiro capitulo, e isso faz a mocinha sofrer até o terceiro capitulo, pra poder, no quinto, se recuperar e ser amaparada por um moço forte, bonito e sincero.
E ali, de pé na minha frente depois do abraço, você deve ter percebido, quando eu virei as costas, que desta minha escada que me leva ao que é certo de verdade, você foi apenas um degrau.

"Fui feliz. Fui triste. Te perdi. Me encontrei. Assim é a vida"
Fernanda Mello