domingo, 24 de janeiro de 2010

Como um patinho feio!


O palco é grande e tem milhares de holofotes que apontam pro centro do palco e eu nunca estou ali, sempre estou controlando a iluminação ou fazendo algum outro tipo de serviço que é destinado pra quem não tem tanto brilho assim.

Desde pequena me sinto como se tivesse nascido no momento errado, como se eu sempre estivesse entrando em cena quando os holofotes ja se apagaram, quando a plateia ja se retirou e tudo o que resta é olhar as cadeiras e sonhar com o momento da grande estreia, que nunca chega. Meus pais sempre fazem questão de contar que quando nasci chorava demais porque tinha um problema de saude (que nunca me atento em saber o que era, e me concentro nas consequencias do meu choro), acontece que todo o meu choro e atenção que eu precisava fez com que quase meus pais se separassem, eu tornava a vida deles uma verdadeira tragedia doméstica. Então desde la venho tentando fazer tudo certo e ser sempre grande, grande de uma forma que nunca é o suficiente, que nunca me satisfaz.

Acontece que nunca sou a mais bonita, a mais inteligente, a mais gentil, nunca sou a mais em nada, sou sempre a coadjuvante que se contenta em ser engraçada pra poder distrair a atençao das pessoas e elas não perceberem toda esta incompetencia pra conseguir o que quer.

Sempre estou no lugar errado e no momento errado, um grande patinho feio que só não é desprezado porque faz as pessoas rirem, e elas gostam de rir. Mas dentro é como se eu tivesse sempre sozinha, sempre intrusa, sempre querendo mais e fracassando.

Pra mim, aos 25 eu seria incrivelmente bem sucedida, e eu entraria num banco com meu vestido florido, salto alto e um corpo perfeito, e todos os olhares viriam em minha direção. Era esta a imagem que tinha de mim aos 25 e não de alguem que sorri o tempo todo pra tentar a todo momento enganar as pessoas sobre este sucesso fantasiado.

Acontece que eu nunca sou a princesa escolhida do baile, nunca sou a estrela que recebe mais palmas no final da peça, nunca sou a filha que os pais querem companhia, nunca sou a que mais recebe olhares, nunca sou a que tiro a sorte grande. Sou sim a que esquece, que chora na balada, que fica trancada no quarto, que prefere ficar longe quando tá triste, que não consegue gritar com as pessoas, a que treme quando tem que discutir por algo, sou sempre a que posa de alguem muito mais confiante e brilhante, mas que por dentro continua sendo sempre o mesmo patinho feio que se punha de castigo no quarto quando criança e que chorava escondido no banheiro pra que ninguem soubesse que ela também se feria, afinal já havia chorado tanto quanto criança, não queria dar mais trabalho.

Então estou sempre colocando a minha felicidade nas mãos do cavaleiro que um dia chegará e me transformará na dama imponente que sempre fui, estou sempre colocando a felicidade nas mãos de algo que chegará e mudará tudo, na viagem dos sonhos, no grande convite, na oportunidade de ouro que cairá do céu... mas nunca chega, e eu continuo aqui nadando no lago tentando disfarçar a minha feiura pros outros patos, tentando ser aceita. Continuo manipulando a mesa de iluminação só pra aprender os lugares mais iluminados do palco, me preparando pra hora de brilhar, continuo nos bastidores como a criança que tinha expectativas, e enquanto não chega vou prolongando a data, vou me enganando pra tentar ser feliz 'apesar de'.



"Stupid girl, I should've known

I should've known

I'm not a princess, this ain't a fairytale

I'm not the one you'll sweep off her feet

Lead her up the stairwell

This ain't hollywood, this is a small town

I was a dreamer before you went and let me down

Now it's too late for you and your white horse
to come around"

(White Horse - Taylor Swift)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"e eu sou sempre a pessoa errada..."


"Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo" (R.R)


De uns tempos pra cá decidi sentir de verdade, me apegar de verdade, querer de verdade. Mas uma coisa que não me preocupei nunca foi em pensar de verdade antes disso tudo. Meu coração vai na frente da minha cabeça sempre, em todas as resoluções, sou pelo agir dez vez antes de pensar e não o contrário. Isso geralmente me rende algumas decepções comigo mesma e com o mundo, que bem que poderia ser mais parecido comigo.

Eu assusto mesmo, eu quero na hora mesmo, eu faço chantagem mesmo e sou terrivelmente insuportável quando me sinto rejeitada. Já cheguei até mesmo a dar tapa na cara do infeliz quando senti um leve lapso numa resposta errada. Fato este que não me orgulho e que ele relembra até hoje...

Já li vários livros que falam sobre como agir em relacionamentos, sei todas as frases e músicas e jogos, pergunte se sigo algum? Acho na verdade que alguem que gostar de mim vai ter que me aceitar assim mesmo: louca, carente, necessitada e intensa. E é por estas e mais outras razões que estou aqui escrevendo e não em algum encontro a luz de velas no restaurante mais caro da cidade.

Qualquer demonstração de afeto faz com que eu me apaixone completamente por qualquer caso e acaso, mas é amor tão grande e tão verdadeiro que só dura até o proximo caso e acaso (e geralmente nem é tão distante assim um do outro, me aproveitando de outra frase do Russo "me apaixono todo dia e é sempre a pessoa errada" mas faria algumas correções, acho que ficaria mais ou menos "me apaixono a todo momento e eu sou sempre a pessoa errada")

Se um dos meus casinhos está todo querido e fazendo questão que vá pra viagem dos sonhos junto com ele e me ajuda com as futilidades do meu trabalho, eu me apaixono. Se o outro resolveu deixar de ser a pessoa mais fofa do mundo e virar um "valeu, foi bom, adeus" então me apaixono mais, por que esta mania de querer ganhar as conquistas mais dificeis sempre foi uma habilidade minha.

Mas tem aquele que ja me apaixonei tantas vezes e de tantas formas e intensidades e conflitos possíveis que nem tenho medo, nada do que esta loba que reina dentro de mim, sendo mais instinto e afobação que qualquer outra coisa racional, fizer pode piorar o que foi feito pra nunca dar certo mesmo.

E por incrivel que pareça não é nem na calmaria do primeiro, nem no desaparecimento do segundo que me sinto mais a vontade, mais envolvida, e sim, naquele que de tanto que sei nada sei, naquele que explodo toda a minha intimidade e minhas partes feias, naquele que ja quis tanto que nem sei se era querer. Neste sim, eu posso errar e ser completamente amada ou desamada, posso ser o sim ou o não, posso ser tudo aquilo que luto tanto pra não ser. E, no entanto, sou.


"Minha meta na vida, desde que desmamei (...) é ser incondicionalmente amada. Para isso, adquiri língua afiada, olhares jocosos e pés prontos para chutar e/ou sair correndo. Resumindo: criei e alimentei tudo em mim para justamente nunca mais ser amada ou ser amada apenas incondicionalmente. O que eu sei que não existe mas continuo sofrendo por não existir." Tati Bernardi

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Quem mandou você passar pelo meu caminho?


Aqui estou eu, em plena segunda-feira a noite, procurando foto de casais com um beijo tão doce e um sorriso tão aberto... Nenhum dos homens tem um sorriso tão largo e nem os olhos verdes fechadinhos como quem está "apreciando o final do beijo" (que você tanto me esclareceu). Nenhuma imagem é o suficiente pra descrever o meu sorriso quando vi você sorrindo quieto, largo e tão bonito que eu quis te abraçar e não soltar mais. Foi naquele beijo que você me conquistou!


Antes você tentou me seduzir querendo ficar a sós a todo momento... antes ainda você me viu chegando e me abraçou tão forte e falou comigo com sua boca tão encostada no meu ouvido e suas mãos segurando tão forte minha cintura que eu fiquei toda boba falando qualquer coisa que me vinha a cabeça, acho mesmo que nenhum de nós estava prestando atenção no que era dito.


Mas não foi neste momento que me conquistou... foi no beijo de sorriso largo e olhos verdes fechadinhos.


Depois você ia comigo a todo lugar da balada e não me soltava de jeito nenhum, e se preocupava quando ia ao banheiro, temia que eu fosse te abandonar. Eu? Eu ja estava conquistada pelo teu beijo de sorriso largo e olhos verdes fechadinhos.


Antes de você me conquistar eu tive que te explicar toda a confusão que foi entre eu, você e seu primo, e a confusão que o destino fez que no final desse tão certo o que tinha começado tão errado, com tantos erros meus e acertos teus, por que você sempre sorri tão bonito que não tem como estar errado.


Antes ainda disso, você quis me levar junto pra pegar bebida, como você disse "pretexto pra ficarmos sozinhos" e segurava na minha mão tão forte e me olhava tão bonito que minha perna tremia, e eu ali resistindo apenas comentava o quanto você era mágico em conseguir me colocar do teu lado no bar, enfrentar a multidão de pessoas, cuidar pra que ninguem me machucasse, estender a mão com o cartão pra pedir a bebida e ainda segurar a minha mão com a mão que restava, tudo ao mesmo tempo, e ainda ser engraçado, e doce e roubador de beijo e dizer que tuas pernas "bambearam". Mágico. Mas não foi ainda neste momento que me deixou encantada, eu queria mais, queria um beijo de sorriso largo e olhos verdes fechadinhos.


E você sorriu pro meu ex, mesmo entendendo tudo, e me abraçou dizendo que estava defendendo território, como se você precisasse defender alguma coisa, eu era toda tua. E brincou, e conversou, e me levou embora pra casa, e não parava de me beijar, e me falou sobre sua carreira, quis saber sobre a minha, e queria sempre que eu andasse na frente pra ir me abraçando enquanto andavamos mesmo com tanta complicação, e brincamos de bexiga, e de qualquer coisa que aparecia na frente, com qualquer pessoa que aparecesse na frente, por que você tem um sorriso tão bonito, largo e sincero que qualquer pessoa se sente confortável o suficiente pra virar teu amigo em cinco segundos.


Você pode conquistar qualquer coisa, qualquer pessoa, e conquistou, conquistou a mim com teu beijo de sorriso largo e olhos verdes fechadinhos. A partir deste beijo, eu não parei um minuto de sorrir. Tava tudo certo!

"Sei, eu sei que vejo mais do que eu deveria

Mas é que eu sou mesmo assim

Sinto, eu sinto tanto a sua falta todo dia

Volta e traz você pra mim

Quem mandou você passar pelo meu caminho?

Quantas vezes eu vou ter que repetir

Quantas vezes ?


Você me faz bem

Quando chega perto

Com esse seu sorriso aberto

Muda o meu olhar

Meu jeito de falar

Junto de você fica tudo bem

Fica tudo certo"

(Tudo certo - Luiza Possi)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Encantada!


E o melhor chegou... tão rapido, tão perfeito, tão doce, e tão tudo... tão grande que eu nem sei se meu braço consegue abraçar tudo.
Fico ali estática, olhando desacreditada, e eu sorrio do nada...sozinha, completamente autista e você me pergunta "O que aconteceu?" e eu "nada"... nada? aconteceu tudo... aconteceu o que havia de mais perfeito: você me fez ver o mundo inteiro que existe dentro do teu sorriso de menino, me fez ver que os cinco anos chorando por um homem que não tinha nada pra me dar foi a pior besteira da minha vida, me fez perguntar onde estava você este tempo todo que me contentei com tão pouco...com tão nada. Você é o tudo... o tudo e mais um pouco.

Pra falar a verdade eu nem sei escrever sobre você, meu coração fica apertado e eu sorrio de lembrar de cada sorriso, cada brincadeira, cada beijo, cada atitude sua de menino esperto, rapido, doce e apreciador de beijos. Você não sabe o quão encantador você é.

Você me deixou encantada, boba, e querendo mais. Eu quero mais e meu coração fica tão pequenininho de pensar que talvez não exista o depois, afinal, como a perfeição pode me encontrar e me deixar ir embora. Fique um pouco mais, só pra eu me sentir merecedora de todo este tudo.

Alí estava eu diante do tal "grande amor da minha vida" dizendo não enquanto você aparecia e me deixava sem ar com seu abraço, ele percebeu, é claro que percebeu e morreu de ciumes, era a primeira vez que ele me via assim totalmente sem defesa perto de outro alguem, completamente encantada e feliz. Feliz e feliz.

Agora fico aqui olhando meu celular quatrocentas vezes por dia, esperando teu chamado como uma menina de 15 anos com teu primeiro amor, que nem é primeiro e nem ainda é amor, mas é especial, grande, feliz, doce e esperançoso. Esperança de começar de novo, de ficar sem ar com alguma razão boa, de querer ainda, de acreditar que pode dar certo e querer... te querer!

Você me fez olhar tudo com outros olhos, me fez sorrir quieta, sincera e feliz.


Obrigada!


"I came a part inside a world

Made of angry peopleI found a boy

Who had a dream of making everyone smile

He was sunshine

I fell over

How am I supposed to tell you how I feel?

I need oxygen

And so I found a state of mind

Where I could be speechless

I had to try for a while
To figure out this feeling

This felt so right

Pull me upside

Down to a place where you've been waitingand

How am I supposed to tell you how I feel?

I need oxygen"


(Colbie)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Em direção ao melhor.


Não.

Eu não deveria me preocupar, não podia ser gentil, nem amável, nem necessária. Não era prudente perguntar sobre sua vida, seus costumes, seu passado, seus traumas, nada disso fazia parte da minha função ali. Olhar demais era motivo de desconfiança, afinal, olho no olho o constrangia, e não tinha necessidade, o silencio também corrói e é desnecessário, logo eu que adoro um bom silêncio com olhar. Elogios eram estranhos e pertubava até, de certa forma, "lindo é coisa pra gay", "querido é coisa de vó", "amor é coisa de mãe e pai"...

Tudo era festa, sorrisos, brincadeiras, alto, breve, instantâneo... forte, fácil, dispensável e choro.


Não.

Tudo que ultrapassava a barreira feita de cimento, ferro e egoísmo era automaticamente contestado e proíbido.

Sendo assim fui me moldando ao que era correto pros instantes, já que eram tão poucos. E quando vi eu era a pessoa perfeita, aquela que ele jamais se apaixonaria. Consequentemente me transformei em alguém que conseguia facilmente bloquear o amor, o de si mesma primeiramente e depois os dos outros. Sabe como é, costumo ser boa aprendiz e fui.

Você me soltou, eu caí, e comecei a aprender a voar sozinha. Mas a maneira de voar aprendi contigo. A aerodinamica de meu vôo foi desenvolvida totalmente por você. Só que você era pássaro que voa sozinho, o mais alto possível que é para olhar pra baixo e não ver as belezas do mundo, pra não se aventurar a descer. Sendo assim, tive que desaprender suas lições, pra depois aprender sozinha.


Eu NÃO.

Sou pássaro que gosta de voar baixo, observando de tudo um pouco, reparando os olhares e sendo convidada a voar por outros cantos, por outros encantos. Sou de olhar nos olhos, sou de fazer elogios, sou de silencio, música e dança... sou alguém que você nunca pôde conhecer, mas que você não entenderia, você teria medo. Você sempre teve medo até mesmo sem conhecer.

Sou gente que gostar de cuidar, que tem bom coração e muita paciência. Sou gente que sabe a hora de voar e de pousar (ou que pelo menos está em fase de aprendizagem, afinal, algumas lições demoram mais para serem aprendidas), sou dedicada.


Você NÃO

Você foi pássaro que passou voando lá bem longe. Inalcansavel. Indiferente. Nem sei dizer se pode se chamar de pássaro aquele que nunca pousa.


Hoje descobri que você sempre esteve voando, principalmente quando eu caí. Eu caí, mas aprendi que cair, as vezes, é a unica saída pra aprender o melhor dos vôos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Em paz com o mundo... e comigo!


Ninguém errou. Eu errei. Sempre achei que as pessoas tinham que viver de acordo com as minhas filosofias, com minha maneira, com toda a minha perfeição e certeza e clareza e tudo que de verdade talvez nem é verdade, e sendo assim, ficava irritada com a maneira errada, com as pessoas que me decepcionavam pelo simples fato de não seguirem o roteiro que eu havia programado.


Hoje percebi que não da pra voar sozinha, não dá pra ter toda esta pose de vôo solitário e ambicioso rumo a um sucesso que antes eu nem sabia qual era. Não dá. Antes de qualquer vôo precisa-se deixar pra tras tudo que te pesa, todos os não's (e os sim's), todas as mentiras (e verdades), ressentimentos, mesquinhez, tudo tudo. Para se voar precisa fazer com que as pessoas que antes impediam teu vôo (pelo peso que você mesma colocou) queiram estar do teu lado, ou melhor ainda, estejam felizes em até assoprar um pouquinho para você ir mais longe. Precisa amar quem te magôou, pelo simples fato que ninguem é perfeito, nem você mesma.


O rei Midas desejou um dia que tudo que ele tocasse virasse ouro, e assim foi atendido. Porém o que ele não contava é que sua comida viraria ouro, tua agua, teu banho, tudo tudo, era impossível viver com tanta ganancia, com tanta vontade de ser o melhor, com tanta cobrança pela sua própria perfeição, e depois disso ele percebeu a beleza das coisas simples, do amor... que isso era sem dúvida mais importante que o ouro.


Estamos tão acostumados a querer o melhor, em ficar nesta luta por querer sempre mais, ser sempre mais, ser perfeitos e querer que tudo ao nosso redor seja perfeito, que as vezes não percebemos as coisas boas da vida, não aprendemos a perdoar a imperfeição alheia, e muito menos reconhecer a nossa própria imperfeição, nossa mesquinhez.


Cansei de toda minha mesquinhez, nem tudo que eu toco precisa virar ouro, as vezes vou errar, as vezes vou ser injusta, e quero consertar tudo, quero aprender com tudo, quero saber escutar e amar, amar, amar... só porque eu posso amar.


Antigamente, quando alguem queria comer milho, havia de plantar, semear, tirar as ervas daninhas e esperar muito tempo até que ele estivesse pronto. Hoje o milho esta nas prateleiras do supermercado, está tudo pronto. Mas ainda não existe nas prateleiras amor enlatado, amizade verdadeira enlatada, carinho enlatado... por isso não sabemos lidar com tudo isso, pois queremos, mas não temos paciencia de cultivar nada disso, temos pressa demais pra tudo. Não quero mais ter pressa.


Hoje aprendi a lição: sentido de vida, silêncio, simplicidade e sentimento. Meus 4 S's que me seguirão durante o ano, e um ano é muito pouco para aprender tudo de uma vida inteira, mas aos poucos, caindo e levantando, errando e consertando, vou aprender, vou perdoar, amar e daí sim voar.


Se tudo o que preciso é recomeçar a ser quem na verdade eu sou, então é este caminho que vou seguir, tudo o que tenho sou eu mesma e o carinho de quem eu conquistar. Não se pode ter tudo, mas se pode amar tudo o que tem.




"As pessoas esquecerão o que você disse... as pessoas esquecerão o que você fez... Mas elas nunca esquecerão ... Como você as fez sentir ..."




(post escrito depois de chorar com o livro "O sucesso é ser feliz" , aconselho! Super auto-ajuda, mas quem neste mundo maluco não está precisando de um pouco de ajuda, não é verdade?)






segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

"Vai ver que a confusão fui eu quem fiz, fui eu!"


Quando eu era criança minha mãe sempre dizia que muito riso acabava em choro. E eu ria muito, ria até dar dor de barriga, sempre, e depois chorava...eu sempre chorava. E lembrava do conselho e não entendia. Eu nunca entendi. Hoje eu entendo, que quando a gente ri muito, quando chega no extremo da felicidade, não se tem mais o que acontecer, dai vem a depressão do riso, a tristeza por não conseguir superar aquela felicidade aguda, é como se fosse uma ressaca.

Agora pouca coisa mudou, minhas ressacas de riso continuam as mesmas, mas meu riso antigamente era bem mais sincero. É como se agora eu tivesse ressaca de um riso que não é meu, o riso é daquela que tenta ser melhor, mais engraçada e menos envolvida, mas nunca sou eu. O riso, então, é resultado da alegria de alguém que não sou eu. O choro não. O choro é meu, e toda a dor de meu riso não ser meu só extrapola a ressaca.

O mar tava de ressaca, e eu o entendia. Foram dias de sol e de repente veio a chuva pela qual ele não esperava. O mar estava chorando. Foi então que eu vi que comecei a entender um pouco do mar e um pouco de mim, e também chorei. Porque é tão dificil ter que começar a ser sincera, que talvez nem eu consiga, dói!

Então eu coloco um sorriso no rosto, uma piada na ponta da lingua e poso pras fotos no melhor estilo "tá tudo perfeito". Mas não tá, porque eu continuo voltando pra casa quieta e dormindo quieta, e querendo me afundar em todo este silencio de fora pra não perceber a inquietação que é por dentro, que é não se perceber dentro de si mesma.

.
.

"Eu vou porque é preciso ter histórias, viver coisas, sair de casa, mas nunca vou realmente. Sempre me sinto ocupando de favor o lugar da personagem real que está doente ou enlouqueceu. Assim que coloco o pé pra fora, viro uma substituta de qualquer um que sabe viver. Uma coadjuvante de mim que rouba a cena porque os engracados sempre roubam" Tati Bernardi