
"Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.De tanto treinar acostumei.
E cadê a inspiração? Foi embora junto com a minha pureza, a minha crença, a minha fidelidade.Eu sou comum, igualzinho a você, a vocês. Eu cometo erros mesquinhos e sou capaz de grandes momentos (...)
E eu nunca me agarro em mim, sempre espero alguém chegar.Eu não queria ter ido tão longe. Nem seguido um que não posso, nem aturando outro que nunca pude.Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos (...)
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não."
Peço desculpas à Tati Bernardi, pois além de sempre citá-la em meus textos, desta vez passei dos limites, coloco um texto quase na integra e ainda tenho a audácia de tirar apenas as partes que não condizem com meu momento, o que são poucas, porque cada vez mais descubro que mulher é quase sempre muito parecida mesmo.
Quando alguem é capaz de falar de você mesma com mais categoria, tudo o que nos resta é copiar e citar a fonte. De resto qualquer coisa que diga aqui será uma grande redundancia.
Contudo, como tudo na minha vida sempre foi redundante, inclusive o fato de dizer milhões de vezes que desta vez é pra sempre, que acabou, que você morreu... creio que possa repetir o que a supra citada autora disse. Creio que possa falar com minhas palavras.
Quero que fique registrado: hoje, lendo o texto acima, lembrei-me que faz uma semana. Eu sei, uma semana não quer dizer nada, nem é razão de comemoração, mas uma semana sem pensar em ti, antes, era como uma semana sem comer e sentindo uma fome de deserto. Agora não, a fome, pra dizer bem a verdade, ainda continua aqui, mas é como se você tivesse sido o prato predileto que eu enjoei de tanto comer. A fome continua a mesma, mas pede por outro prato.
Falando assim parece bem grosseiro e até mesmo petulante, desculpe-me unica leitora, mas foi a forma menos poetica que encontrei, até mesmo porque ando com um pouco de preguiça de fazer poesia, deve ser por causa da fome que ainda não descobriu nenhum desejo de consumo.
Engraçado ter fome, não saber de que e ainda assim levar a vida sem se preocupar com o fato... deve ser o peso que tirei das costas quando percebi que meu amor por você era pesado demais pro meu corpo leve... ou ainda pode ser o ar que passa mais livremente pela minha garganta agora que deixei de ficar sufocada pelas suas falsas expectativas... ou talvez seja simplesmente a certeza de que comida nunca faltará e dentro em pouco identifico o objeto da fome.
Quando acontecer, sera fome que devora, sentimento que explode, agua calma que completa sem nunca transbordar. O amor não era sempre pra ser assim? Então espero o homem que nunca tive, aquele de verdade, que saiba me dar um amor de verdade!
"é uma fome doida, que não parece ter fim. E não importa quantos pratos venham, quantos mestres sirvam o meu número. Ele nunca é você, então nunca me satisfaço"
ResponderExcluirÉ incrível.. As mulheres são quase sempre tão parecidas!! Que verdade! Ou será que somos eu e você..rs Parece q a gnt ta na mesma fase, será então que dá pra vc beijar o sapo e casar logo pra o mesmo acontecer cmg::
hahahaha
beeeejo