(Texto escrito em 13 de Janeiro de 2018)
Hoje é 12 de janeiro. O primeiro dia em nossa nova casa, agora moramos juntos, eu e o dito terceiro homem, meu primeiro amor!
Hoje também é aniversário do segundo homem da Terezinha, meu primeiro desamor!
Entre desamor e amor, teve aquele que Terezinha conheceu primeiro e se assustou, eu não o conheci primeiro e nem me assustei mas percebi que não era amor e também disse não.
Algumas pessoas aparecem em nossas vidas sem um porquê definido, e nos acostumamos a chamar de amor. Digo por mim, romântica que sou, já imagino uma vida ao lado da pessoa, imagino o altar e nossos filhos. E na realidade, são pessoas que aparecem apenas pra nos mostrar o que o amor não é , pra mostrar que no amor não há a magia de algo platônico e devastador , nem a paz de uma razão nos dada.
O amor é uma confusão e um desassossego. É se dividir entre o seu e o outro, se misturar, se transformar em igual conservando a si mesmo. É ter medo e ir com medo mesmo. É chegar ao fim do dia e rir das brigas que tiveram durante ele. É não saber como será, mas saber com quem estará.
O amor, na verdade, é uma incógnita. Quando você pensa saber sobre ele, o outro parágrafo já te mostra que não.
Mas este texto não terá a ousadia de definir o amor. Este texto fala sobre três homens. Três homens que me fizeram descobrir minhas primeiras impressões do amor. O primeiro me ensinou o desamor, o segundo a me perdoar, e o terceiro agora me ensina a convivência. Eu e Terezinha unidas pelo destino e pelo desejo de amor sincero e verdadeiro, apenas.
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