(Texto escrito em 27 de Junho de 2017)
Eu abri a porta. Eu nunca abro a porta, por medo de que o destino entenda que não quero voltar. Mas eu abri a porta e você me pediu pra não sair. Eu sai, mas voltei. Porque diabos eu sempre volto?
Voltei pra te escutar dizer que é claro que ainda me ama e que vai pensar no que fazer.
Você vai pensar. Mas não verá jeito de arrumar tudo isso. Pra você é tão difícil. Arrumar seria confessar todos os erros. Ir atrás de soluções para consertar o vidro quebrado é admitir que uma hora o deixou cair. Que o deixou cair tantas vezes que se esmigalhou. A confiança se foi.
Nós dois sabemos que um vidro quebrado não se conserta. Sempre se verá os remendos. Seria apenas uma relação remendada entre duas pessoas tão incompletas que não foram capazes de serem felizes sozinhas.
O destino sabe o que nos reserva. Eu com outro alguém e você percebendo que tinha tanto e nunca mais terá. Eu te vendo com outra pessoa e sabendo que ela terá ao lado dela alguém que sempre sonhei. Que aprendeu com os erros e quer ser alguém melhor, pra ser e fazer feliz .
Não há o que ser feito. Eu abri a porta. Você me deixou ir embora. Nós dois tentamos remendar vidro quebrado. No fim das contas o destino sempre soube o que nos esperava. Ele sabe.
E como disse a música que tocou quando entrei no carro "Ao sabor do vento, ficarei então, pois já é tempo de cuidar da embarcação"
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